Blog de Don Anna


Divagações sobre a vida

" Jandira tem 45 anos. Ela é uma mulher profissionalmente bem-sucedida: artista plástica, faz trabalhos para residências, restaurantes e já realizou algumas exposições. Além de seus trabalhos, muito valorizados no mercado, ela tem também  uma pequena loja de artigos de decoração, onde fabrica alguns e compra produtos de outros artistas, tão qualificados quanto ela.

Tem muitos conhecidos, seu apartamento é muito frequentado por eles. Tem uma casa na praia também, onde sempre está recebendo a familia e amigos. Gosta de festas, de restaurantes e de viagens. Já conheceu alguns lugares que gostaria no seu país e no exterior, apesar de ainda ter alguns que planeja conhecer.

Jandira não se casou, não tem filhos. Na verdade não sente falta pois como está sempre cercada por seus amigos e vive envolvida com seu trabalho, nem tem tempo para pensar nessas coisas. Não pensa mais em ter filhos, ela acha que já passou da hora e que sua vida mudaria muito, o que ela não quer, afinal sua vida é tão boa e ela já está tão habituada.

Bem, parece que Jandira está satisfeita com sua vida e não sente falta do que não tem, o que é ótimo. Mas outro dia, estávamos conversando numa mesa de bar e eu perguntei-lhe se ela se sentia completa e equilibrada. Ela não soube responder, falou apenas que não gostaria de arriscar a perder a tranquilidade que alcançou. Vale frisar aqui que Jandira lutou muito para conseguir tudo o que tem, ela não teve ajuda de ninguém, nem benefícios.

O problema é que Jandira não explorou as outras áreas da sua vida. Se a vida do indivíduo abrange essencialmente: trabalho, familia e relacionamentos, a pergunta é: será que ela explorou todas as possibilidades para escolher a que melhor lhe agrada, ou será que escolheu uma área para se dedicar e esqueceu-se que há outras coisas além do sucesso profissional? Não estou fazendo nenhum julgamento de Jandira, apenas estou aqui divagando se a opção dela não foi um pouco acomodada, se de repente ela nem explorou outras áreas, se realmente ela está utilizando todo o potencial que lhe foi dado. Se está gastando toda a energia que tem guardada.

Como disse, isso não é um julgamento e eu não tenho uma resposta. Minha conhecida também não se chama Jandira, mas isso não é importante.

São apenas divagações, pensamentos e indagações. Talvez eu devesse perder menos tempo em indagar sobre a vida alheia e cuidar da minha.... boa idéia, vou tomar um café. "

 



Escrito por DonAnna às 16h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






Escrito por DonAnna às 20h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Reflexão

"Obstáculos são barreiras que se colocam a nossa frente com o único intuito de serem superadas. Estas não existem para atrapalhar a vida do ser humano, mas sim para ajudá-lo. O objetivo dessa vida é a evolução, é que a alma se eleve aos mundos acima daqui e um dia, quando todos tiverem atingido tal objetivo, o mundo seja bom, seja justo, seja único, seja coeso. Todos são parte de uma mesma coisa, todos estão no mesmo barco.

A evolução só pode existir se houverem testes. Daí vêm as barreiras, para ajudar os humanos a atingirem tal grau de evolução. E como num jogo de video-game, quanto mais avançamos as fases, o grau de dificuldade aumenta. Os obstáculos ficam cada vez mais difícies e às vezes chegam a parecer impossíveis de superar. Mas com força e perseverança, passa-se mais uma fase e sem quase dar tempo de descansar, já começa a próxima.

A recompensa é garantida e nada como a satisfação de ter superado por si só, com sua própria força, mais uma fase. Assim, como um bom jogador, a pessoa começa a aguardar ansiosamente a próxima etapa e ela logo aparece.

O jogador pode também tentar auxiliar um outro jogador que esteja menos favorecido em determinado momento, inclusive isso lhe dá bonus para gastar nas próximas fases. Cada um começa o jogo com as ferramentas que vai precisar para vencer, mas também com alguns itens que terá que se desfazer ao longo do caminho, mesmo que pareça desperdício. O que não serve, é jogado fora.

Assim é o jogo da vida. Cada um decide se quer entrar no jogo ou se prefere assistir da arquibancada."

 



Escrito por DonAnna às 20h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Do It

Lenine

Composição: Lenine/Ivan Santos

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Pra moldar, derreta
Não se submeta



Escrito por DonAnna às 11h31
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Blues da Piedade

Composição: Roberto Frejat/Cazuza

" Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêncio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem "


type=text/javascript>

Escrito por DonAnna às 09h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O que você quer. E o que pensa que quer. (Sincronicidade parte 2)
À luz da teoria da sincronicidade, fica sempre muito relativo falar em mera coincidência, puro acaso. Correto seria dizer que de alguma maneira produzimos energias tanto para nossas melhores coincidências como para nossas piores ações. E aquilo que chamamos de sorte ou azar está mais ligado ao nosso estado interior do que a um destino caprichoso sem rosto.
A concepção Junguiana de sincronicidade é de que, mediante uma silenciosa e misteriosa troca de energias, nosso estado interior está ativamente ligado a objetos e acontecimentos à nossa volta. Mas é preciso entender bem o que Jung considera sincronicidade. Não se trata por exemplo, de relações de causa e efeito entre o mundo subjetivo e o objetivo. As relações de causa e efeito apenas produzem o que poderíamos chamar de fenômenos normais. Como quando alguém diz: eu estava falando da alta do dólar e de repente o preço dos importados tinha aumentado. Ora, num tempo de alta flutuação cambial, é perfeitamente lógico que um dos efeitos seja o aumento dos importados. Escrever para um amigo e receber a resposta é muito diferente de apenas acordar pensando muito nele e à tarde receber outra carta. A sincronicidade é sempre uma coincidência acausal. Ela é o encontro de duas cadeias paralelas de causa e efeito. O acontecimento exterior vem sempre reforçar, ilustrar. ampliar uma busca interna marcante. No caso da paciente de Jung, o escaravelho na janela veio reforçar o desejo que aquela mulher tinha de entender o significado lógico e racional da presença do inseto em seu sonho. Jung viu neste caso um fenômeno de sincronicidade - fato interior gerando um fato exterior. Tanto que abriu a janela, pegou o inseto e disse: eis o seu escaravelho. Ele era o símbolo vivo de que aquela mulher devia despertar para vivências de dimensões da realidade que estão fora da lógica, do tempo e do espaço. Longe de ser uma pura relação de causa e efeito, tipo aumento do dólar aumento dos importados, a sincronicidade significa uma vivência ilógica, muda, secreta, pessoal. Muitas vezes decisiva, mas difícil de ser percebida em sua totalidade no momento que acontece. Só de um outro ponto de vista pode ser integralmente compreendida, assimilada, contada. As vezes é preciso até viver muitos anos para, olhando o passado, dizer: como aquele fato, aquele dia foi importante, a vida inteira parece que só me preparei para ele.
Como aprender a ter sorte?
Preparar-se para sincronicidades felizes. Aprender a ter sorte. Será isso possível? Como mobilizar energia para que a grande rede da vida se teça a nosso favor, para que o mundo à nossa volta não se torne uma ameaçadora teia de azares? Aqui não há receitas. Mas eu diria que certa sincronicidade interna, certo "estar bem consigo mesmo" tende a produzir coincidências felizes. Pessoa sincrônica é aquela que tem suas necessidades internas alimentadas pela realidade exterior. Ela se conhece bem, sabe o que quer, caminha na direção do que precisa e assim cedo ou tarde, a vida se move a seu favor. Quem pelo contrário é infiel às suas verdades internas, finge em relação a si próprio, não sabe o que quer, se arrisca a entrar neste campo de energias contraditórias, negativas, a que costumamos chamar de azar. Veja só a figura do azarado: O sujeito que bate o carro, briga com a namorada, com o amigo, chega em casa encontra duas multas e um aviso do cartório de protestos. Tudo o leva a concluir: é, o mundo está contra mim. Ou a má fase não estará refletindo sua dissincronicidade, uma desarmonia interna, um não saber o que se quer. Ouvir bem seus desejos é fundamental para uma fiel relação de energias com a vida.
O que a gente de fato quer, nem sempre corresponde àquilo que a gente pensa que quer.

*Doucy Douek é Psicóloga clínica, há mais de 25 anos, com especialização em Psicoterapia pela PUC-SP. Facilitadora Certificada em Respiração Holotrópica pelo Grof Transpersonal Training. Pioneira na introdução desta abordagem no Brasil


Escrito por DonAnna às 10h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"Two jumps in a week
I bet you think that's pretty clever don't you boy?
Flying on your motorcycle,
Watching all the ground beneath you drop
You'd kill yourself for recognition,
Kill yourself to never ever stop
You broke another mirror,
You're turning into something you are not


Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry


Drying up in conversation,
You will be the one who cannot talk
All your insides fall to pieces,
You just sit there wishing you could still make love
They're the ones who'll hate you
When you think you've got the world all sussed out

They're the ones who'll spit at you,
You will be the one screaming out


Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry


It's the best thing that you ever had,
The best thing that you ever, ever had
It's the best thing that you ever had,

The best thing you ever had has gone away"

High and Dry - Radiohead



Escrito por DonAnna às 21h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog